GUERRILHA DA GUATEMALA SEM CANDIDATOS NO SEGUNDO TURNO
O comitê executivo na Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG), integrada por ex-guerrilheiros e que conquistou 2.56% dos votos nas eleições do dia nove de novembro, decidiu se abster do segundo turno das eleições daquele país, que vão se realizar em 28 de dezembro. Consideram os guerrilheiros que nem mesmo o candidato progressista Alvaro Colom, da Unidade Nacional da Esperança e, menos ainda Oscar Berger, latifundiário que concorre pela Grande Aliança Nacional, “representam os interesses populares”.
Num documento divulgado no sábado 15 de novembro, os ex-guerrilheiros reconhecem a importância das eleições e convocam a população do país a exigir dos candidatos “definições claras e precisas, assim como compromissos sérios para desencadear de imediato mudanças em favor da democratização e desenvolvimento social”.
No documento divulgado, eles propõem ainda uma profunda investigação das violências cometidas durante o conflito armado daquele país, pelos grupos paramilitares e conclamam Berger e Colom a por fim à impunidade, à corrupção e o desmantelamento dos aparatos e grupos clandestinos paralelos às instituições do estado.
“O próximo presidente –diz ainda o documento- deve definir uma postura que defenda a soberania e os interesses da nação diante dos tratados de livre comércio, tendo como base uma consulta nacional e cidadã”.
As eleições da Guatemala, apesar das violências ocorridas, representaram uma vitória da democracia. Ao mesmo tempo em que os eleitores derrotaram o ex-ditador Efrain Rios Montt, acusado em vários fóruns por violação de direitos humanos e até criação de grupos paramilitares, e que teve pouco mais de 11% dos votos, também obrigou o candidato da direita, Oscar Berger a disputar o segundo turno com Alvaro Colom, candidato das forças progressistas guatemaltecas.
Depois de encerrado o horário de votação, um dos principais assessores de Colom, Rolando Morales, candidato a deputado federal, sofreu um atentado na porta de sua casa. Morales escapou mas, as organizações internacionais de direitos humanos já se movimentam para acompanhar o segundo turno prevendo a exacerbação da violência num país que conta com mais de 200 mil mortos numa guerra civil que foi oficialmente encerrada há oito anos.
MIAMI LATINA
Vinte mil latino-americanos estão sendo esperados na cidade de Miami a partir de terça-feira, 18 de novembro. Representantes de sindicatos, movimentos sociais e organizações não governamentais vão até lá para acompanhar a reunião de ministros do continente e representantes do governo dos Estados Unidos que vão discutir as bases da Área de Livre Comércio da América Latina.
Dentro da programação está prevista para quarta-feira a Marcha Pacífica de Miami convocada pelos sindicatos norte-americanos com apoio das igrejas católica e luterana, além das ONG´s ambientalistas.
O aparato de segurança para o encontro da ALCA já foi montado. Desde o dia 13 de novembro estão interditadas as áreas próximas ao Hotel Intercontinental, onde vai acontecer a reunião dos ministros.
O comitê executivo na Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG), integrada por ex-guerrilheiros e que conquistou 2.56% dos votos nas eleições do dia nove de novembro, decidiu se abster do segundo turno das eleições daquele país, que vão se realizar em 28 de dezembro. Consideram os guerrilheiros que nem mesmo o candidato progressista Alvaro Colom, da Unidade Nacional da Esperança e, menos ainda Oscar Berger, latifundiário que concorre pela Grande Aliança Nacional, “representam os interesses populares”.
Num documento divulgado no sábado 15 de novembro, os ex-guerrilheiros reconhecem a importância das eleições e convocam a população do país a exigir dos candidatos “definições claras e precisas, assim como compromissos sérios para desencadear de imediato mudanças em favor da democratização e desenvolvimento social”.
No documento divulgado, eles propõem ainda uma profunda investigação das violências cometidas durante o conflito armado daquele país, pelos grupos paramilitares e conclamam Berger e Colom a por fim à impunidade, à corrupção e o desmantelamento dos aparatos e grupos clandestinos paralelos às instituições do estado.
“O próximo presidente –diz ainda o documento- deve definir uma postura que defenda a soberania e os interesses da nação diante dos tratados de livre comércio, tendo como base uma consulta nacional e cidadã”.
As eleições da Guatemala, apesar das violências ocorridas, representaram uma vitória da democracia. Ao mesmo tempo em que os eleitores derrotaram o ex-ditador Efrain Rios Montt, acusado em vários fóruns por violação de direitos humanos e até criação de grupos paramilitares, e que teve pouco mais de 11% dos votos, também obrigou o candidato da direita, Oscar Berger a disputar o segundo turno com Alvaro Colom, candidato das forças progressistas guatemaltecas.
Depois de encerrado o horário de votação, um dos principais assessores de Colom, Rolando Morales, candidato a deputado federal, sofreu um atentado na porta de sua casa. Morales escapou mas, as organizações internacionais de direitos humanos já se movimentam para acompanhar o segundo turno prevendo a exacerbação da violência num país que conta com mais de 200 mil mortos numa guerra civil que foi oficialmente encerrada há oito anos.
MIAMI LATINA
Vinte mil latino-americanos estão sendo esperados na cidade de Miami a partir de terça-feira, 18 de novembro. Representantes de sindicatos, movimentos sociais e organizações não governamentais vão até lá para acompanhar a reunião de ministros do continente e representantes do governo dos Estados Unidos que vão discutir as bases da Área de Livre Comércio da América Latina.
Dentro da programação está prevista para quarta-feira a Marcha Pacífica de Miami convocada pelos sindicatos norte-americanos com apoio das igrejas católica e luterana, além das ONG´s ambientalistas.
O aparato de segurança para o encontro da ALCA já foi montado. Desde o dia 13 de novembro estão interditadas as áreas próximas ao Hotel Intercontinental, onde vai acontecer a reunião dos ministros.
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