O SANTO GRAAL E LINHAGEM SAGRADA
Terci A. Moreira de Affonseca Reis
(Análise do livro de Michel Baigent, Richard Leigh e Henry
Lincoln)
O Santo Graal que, como todos sabemos, é o cálice (ou copo) que Jesus Cristo usou na Última Ceia ou no qual José de Arimatéia aparou o sangue do Crucificado. A verdade verdadeira é que ninguém sabe realmente que objeto é esse, mas que se trata de algo sacratíssimo não há a menor dúvida, pois na Idade Média tomou uma tal importância que em sua defesa muitos morreram, e muitos mataram por sua causa, pela sua guarda e pela sua posse. A esse mito está diretamente ligada a ação e atuação dos Templários e do Monastério de Sion. E, a partir da leitura desse livro, à dinastia Merovíngia.
O livro é o resultado de dez anos de pesquisa sob encomenda da BBC de Londres, que chegou a lançar três documentários sobre o tema Santo Graal, filmes feitos com o objetivo puro e simples de animar a pregramação de Primavera da emissora. Mas no decorrer da pesquisa, Henry Lincoln deparou-se com histórias surpreendentes, para não dizer intrigantes e espantosas, que espicaçaram a curiosidade do pesquisador, a ponto de empenhar-se no prosseguimento da pesquisa, no que foi apoiado por sua emissora, a BBC de Londres.
Para tanto, Lincoln ganha a adesão de mais dois especialistas, os coautores do livro.
A trama tem início em documento, notem em documento, encontrado no fim do Século XlX. Trata-se de uma descoberta pelo padre Berenger Saunière, na igreja de Rennes-le-Chateu, no sul da França. Essa descoberta conferiu ao revendo muito dinheiro, além de um enorme poder sobre seus superiores, bem como acesso a ciclos restritos da nobreza européia, chegando mesmo a receber visita de príncipes da Casa de Habsburgo, além de tantos outros. A verdade é que o comportamento do padre mudou, ele passa s ser um benfeitor de Renné-le-Chateau, construíndo monumentos, dentre os quais a reforma da modesta igreja, em cujo pórtico mandou gravar a seguinte inscrição TERRIBILIS EST LOCUS ISTE( Este local é terrível). Os pesquisadores se perguntavam Terrível por quê? E imaginam; pelo segredo que encerra , e quem ousa desvendá-lo pode se transformar em um milionário encarcerado.
Para muitos, o padre teria tão somente descoberto um enorme tesouro. Os pesquisadores não contestavam, mas chegaram à conclusão de que esse enorme tesouro era um TESOURO de outra natureza, UM TESOURO HISTÓRICO: um conjunto de informações codificadas em pergaminho, que datavam dos primeiros séculos da nossa era, e que continham as mais explosivas revelações sobre Jesus, Sua família e/ou sua linhagem, evidenciando o secular conflito entre os seguidores da mensagem e os seguidores da linhagem. A partir daí, os autores viam-se num emaranhado de mensagens secretas, de informações incompletas, levando-os por meandros os mais curiosos e inesperados.
Vencedores, os seguiores da mensagem moldaram o curso da civilização ocidental de forma a atender os seus interesses, inclusive, e principalmente, o de se eternizar no poder. Tendo, para tanto, procurado apagar qualquer informação que pudesse evidenciar o humanismo de Jesus e de sua família., inclusive mandando para fogueira todos aqueles que ousavam descortinar qualquer área desse grande mistério. Entretanto, todos sabemos que, enquanto na Idade Média a verdade vaticana se consolida, as heresias proliferam, e proliferam em escala sem precedentes.
É verdade que entre essas organizações heréticas havia consideráveis diferenças, mas o mais importante para tese levantada no livro é que em um ponto todas estavam de acordo: todos repudiavam a estrutura hierárquica de Roma no que diz respeito à divindade de Jesus.
A pesquisa prossegue, chegando os autores a relacionar mais 200 documentos consultados. O resultado é um livro erudito pelo conhecimento histórico que maneja, respaldado por fontes incontestáveis. Um livro ousado pela tese levantada, que será capaz fazer ruir o mito ocidental de dois milênios, além de prever a possibilidade da formação de um governo teocêntrico, na Europa, com consequencias imprevísiíveis.
Terci A. Moreira de Affonseca Reis
(Análise do livro de Michel Baigent, Richard Leigh e Henry
Lincoln)
O Santo Graal que, como todos sabemos, é o cálice (ou copo) que Jesus Cristo usou na Última Ceia ou no qual José de Arimatéia aparou o sangue do Crucificado. A verdade verdadeira é que ninguém sabe realmente que objeto é esse, mas que se trata de algo sacratíssimo não há a menor dúvida, pois na Idade Média tomou uma tal importância que em sua defesa muitos morreram, e muitos mataram por sua causa, pela sua guarda e pela sua posse. A esse mito está diretamente ligada a ação e atuação dos Templários e do Monastério de Sion. E, a partir da leitura desse livro, à dinastia Merovíngia.
O livro é o resultado de dez anos de pesquisa sob encomenda da BBC de Londres, que chegou a lançar três documentários sobre o tema Santo Graal, filmes feitos com o objetivo puro e simples de animar a pregramação de Primavera da emissora. Mas no decorrer da pesquisa, Henry Lincoln deparou-se com histórias surpreendentes, para não dizer intrigantes e espantosas, que espicaçaram a curiosidade do pesquisador, a ponto de empenhar-se no prosseguimento da pesquisa, no que foi apoiado por sua emissora, a BBC de Londres.
Para tanto, Lincoln ganha a adesão de mais dois especialistas, os coautores do livro.
A trama tem início em documento, notem em documento, encontrado no fim do Século XlX. Trata-se de uma descoberta pelo padre Berenger Saunière, na igreja de Rennes-le-Chateu, no sul da França. Essa descoberta conferiu ao revendo muito dinheiro, além de um enorme poder sobre seus superiores, bem como acesso a ciclos restritos da nobreza européia, chegando mesmo a receber visita de príncipes da Casa de Habsburgo, além de tantos outros. A verdade é que o comportamento do padre mudou, ele passa s ser um benfeitor de Renné-le-Chateau, construíndo monumentos, dentre os quais a reforma da modesta igreja, em cujo pórtico mandou gravar a seguinte inscrição TERRIBILIS EST LOCUS ISTE( Este local é terrível). Os pesquisadores se perguntavam Terrível por quê? E imaginam; pelo segredo que encerra , e quem ousa desvendá-lo pode se transformar em um milionário encarcerado.
Para muitos, o padre teria tão somente descoberto um enorme tesouro. Os pesquisadores não contestavam, mas chegaram à conclusão de que esse enorme tesouro era um TESOURO de outra natureza, UM TESOURO HISTÓRICO: um conjunto de informações codificadas em pergaminho, que datavam dos primeiros séculos da nossa era, e que continham as mais explosivas revelações sobre Jesus, Sua família e/ou sua linhagem, evidenciando o secular conflito entre os seguidores da mensagem e os seguidores da linhagem. A partir daí, os autores viam-se num emaranhado de mensagens secretas, de informações incompletas, levando-os por meandros os mais curiosos e inesperados.
Vencedores, os seguiores da mensagem moldaram o curso da civilização ocidental de forma a atender os seus interesses, inclusive, e principalmente, o de se eternizar no poder. Tendo, para tanto, procurado apagar qualquer informação que pudesse evidenciar o humanismo de Jesus e de sua família., inclusive mandando para fogueira todos aqueles que ousavam descortinar qualquer área desse grande mistério. Entretanto, todos sabemos que, enquanto na Idade Média a verdade vaticana se consolida, as heresias proliferam, e proliferam em escala sem precedentes.
É verdade que entre essas organizações heréticas havia consideráveis diferenças, mas o mais importante para tese levantada no livro é que em um ponto todas estavam de acordo: todos repudiavam a estrutura hierárquica de Roma no que diz respeito à divindade de Jesus.
A pesquisa prossegue, chegando os autores a relacionar mais 200 documentos consultados. O resultado é um livro erudito pelo conhecimento histórico que maneja, respaldado por fontes incontestáveis. Um livro ousado pela tese levantada, que será capaz fazer ruir o mito ocidental de dois milênios, além de prever a possibilidade da formação de um governo teocêntrico, na Europa, com consequencias imprevísiíveis.