ALÉM DE CUSTER
Há um filme americano, não gerado em Hollywood, que deveria ser incluído nos cursos de Antropologia. O título, respeitando fielmente o nome original é “Sinais de Fumaça” (Smoke Signals). Foi escrito, dirigido e estrelado por índios americanos que, numa história simples, reproduzem as várias metáforas que a sociedade daquele país criou para os povos índígenas e seus remanescentes. Ironiza, com um humor sutil os medos e preconceitos dos Estados Unidos em relação aos índios que sobreviveram a um dos mais violentos processo de extermínio que se tem notícia no Ocidente. Mas, não caem em exercícios de auto-piedade.
A história é banal. Um índio faz uma viagem na tentativa de reencontrar seu pai a quem nunca perdou porque que fugiu de casa. O pai se escondia da família. Foi morar num trailer depois que um incêndio, pelo qual se julgava responsável, destruiu sua casa. Esse índio, que adotou os hábitos da sociedade ocidental, sem qualquer culpa, leva na viagem seu melhor amigo, também índio O amigo faz um tremendo esforço para manter todos os traços culturais de seu povo.
A viagem é feita por terra. Primeiro uma carona com duas índias que só de carro em marcha-ré . Depois, de ônibus e, antes de entrar nele, o sarcasmo aflora. O ônibus passa no limite da reserva indígena. Numa demonstração de que apesar de integrados os índios não se sentem parte da sociedade americana, o personagem principal pergunta ao amigo se este trouxera seu passaporte porque a partir daí estavam em terra estrangeira. Nenhuma menção ao espólio territorial sofrido pelos índios americanos.
Sentimentos contraditórios povoam a história do personagem principal que termina voltando para a reserva, depois de tumultuar os valores do seu amigo.
Sinais de Fumaça é o primeiro filme sobre índios americanos onde não há cavalos, perseguição, soldados do general Custer, sofrimentos coletivos e outros ingredientes tradicionais do gênero. Não há heróis também. É, simplesmente, a história de uma pessoa comum e seus problemas de amor e rejeição, emoções também comuns a qualquer ser humano, indpendente da etnia.
Dirigido por Chris Eyre e estrelado por Adam Beach, o filme não frequentou o circuito comercial. Foi exibido apenas em festivais e agora comprado pela HBO para ser apresentado nas TV´s á cabo. É uma pena. Ele é instrutivo.
Há um filme americano, não gerado em Hollywood, que deveria ser incluído nos cursos de Antropologia. O título, respeitando fielmente o nome original é “Sinais de Fumaça” (Smoke Signals). Foi escrito, dirigido e estrelado por índios americanos que, numa história simples, reproduzem as várias metáforas que a sociedade daquele país criou para os povos índígenas e seus remanescentes. Ironiza, com um humor sutil os medos e preconceitos dos Estados Unidos em relação aos índios que sobreviveram a um dos mais violentos processo de extermínio que se tem notícia no Ocidente. Mas, não caem em exercícios de auto-piedade.
A história é banal. Um índio faz uma viagem na tentativa de reencontrar seu pai a quem nunca perdou porque que fugiu de casa. O pai se escondia da família. Foi morar num trailer depois que um incêndio, pelo qual se julgava responsável, destruiu sua casa. Esse índio, que adotou os hábitos da sociedade ocidental, sem qualquer culpa, leva na viagem seu melhor amigo, também índio O amigo faz um tremendo esforço para manter todos os traços culturais de seu povo.
A viagem é feita por terra. Primeiro uma carona com duas índias que só de carro em marcha-ré . Depois, de ônibus e, antes de entrar nele, o sarcasmo aflora. O ônibus passa no limite da reserva indígena. Numa demonstração de que apesar de integrados os índios não se sentem parte da sociedade americana, o personagem principal pergunta ao amigo se este trouxera seu passaporte porque a partir daí estavam em terra estrangeira. Nenhuma menção ao espólio territorial sofrido pelos índios americanos.
Sentimentos contraditórios povoam a história do personagem principal que termina voltando para a reserva, depois de tumultuar os valores do seu amigo.
Sinais de Fumaça é o primeiro filme sobre índios americanos onde não há cavalos, perseguição, soldados do general Custer, sofrimentos coletivos e outros ingredientes tradicionais do gênero. Não há heróis também. É, simplesmente, a história de uma pessoa comum e seus problemas de amor e rejeição, emoções também comuns a qualquer ser humano, indpendente da etnia.
Dirigido por Chris Eyre e estrelado por Adam Beach, o filme não frequentou o circuito comercial. Foi exibido apenas em festivais e agora comprado pela HBO para ser apresentado nas TV´s á cabo. É uma pena. Ele é instrutivo.
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