Nenhures, 6 de janeiro de 2004
Acabou-se o ano da “herança maldita”. O governo agora não tem mais desculpa para emperrar. O Orçamento, votado na calada da noite, como sempre, já é do Partido dos Trabalhadores e o presidente Luis Inácio Lula da Silva vai precisar mais do que de marketing para manter os índices de aprovação. Agora é para valer.
2003 vai entrar na História do Brasil como o ano em que as esquerdas perderam as ilusões. Elegeram o nome que queriam eleger há muito tempo e em 365 dias decepcionaram aqueles que esperavam por mudanças. No balanço de atividades de fim de ano, o presidente Lula não tinha muito para apresentar. Afinal de contas, suas prioridades de governo ficaram bem distante das metas, sem contar que alguns programas sequer sairam do papel. Para começar, a geração de empregos. O presidente do Brasil prometeu criar dez milhões de empregos nos seus quatro anos de Governo. Passado um ano, o índice é lamentável. Não só os empregos não foram criados como cresceu a taxa de desemprego. Só em São Paulo, segundo o DIEESE, entre janeiro e dezembro de 2003, o desemprego cresceu em 20,1%. Foi a primeira vez que a taxa ultrapassou a barreira dos 20%. Tudo isso contando com o mes de dezembro em que, geralmente, o comércio contrata mais pessoal para atender o aumento de vendas de fim de ano. Lula conseguiu bater o recorde histórico de desemprego em São Paulo.
Dezessete dias depois de tomar posse, Lula convocou uma reunião ministerial para tratar da prostituição infantil. Chamou o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Eliminar essa vergonha era outra de suas prioridades. Um ano depois, ninguém no Governo sabe por onde anda o projeto que não saiu do papel e adormece no Ministério da Justiça. O primeiro emprego, foi outro dos programas frustrados do Governo. A meta, quando anunciado estripitosamente no Palácio do Planalto, era oferecer 137 mil postos de trabalho. Quando o ano fechou, o percentual deste programa não atingira 20% do previsto. Até 31 de dezembro, foram abertos apenas 22 mil postos.
A fraca atuação se repete em todas as áreas. Na Reforma Agrária, no combate à violência, enfim, a lista é extensa demais. E, as previsões para 2004 continuam sombrias porque o Orçamento reduziu ainda mais os recursos da área social. Só o Ministério de Desenvolvimento Agrário teve seus recursos diminuídos em 29,5%. Então, fica difícil se esperar melhoria de vida para os brasileiros.
Enquanto a política social apresentou os mais baixos índices dos últimos nove anos, os gastos sigilosos do Planalto (para os quais o Governo não é obrigado a prestar contas à sociedade) superaram a média dos últimos sete anos. E as despesas com os cartões de crédito – que também não se submetem à fiscalização- cresceram em mais de 50%. No último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, os privilegiados portadores desses cartões gastaram 2,4 milhões de reais. No primeiro ano do governo de Lula foram 3,6 milhões. E não há qualquer informação de como esse dinheiro foi gasto. O mais grave é que a Controladoria Geral da União não tem atribuições para fiscalizar esses gastos, disse seu chefe, o ministro Waldir Pires.
Lula foi também um presidente ausente. Ele passou um terço do ano de 2003, primeiro ano do mandato, quando o normal é arrumar a casa, viajando. Foram 133 dias nas asas dos aviões, deixando para o vice, José de Alencar, assinar medidas provisórias de extrema importância para o futuro a exemplo da MP que liberou a comercialização de soja transgênica
Esses são alguns dos sinais de que se nada aconteceu para melhorar a vida do povo brasileiro no primeiro ano do Governo, é preciso bem mais do que esperança para acreditar que nos mil e poucos dias que Lula tem para governar haja qualquer mudança. No máximo pequenas medidas cosmetológicas porque afinal de contas, 2004 é ano de eleições municipais, o ensaio geral para as eleições presidenciais de 2005.
Acabou-se o ano da “herança maldita”. O governo agora não tem mais desculpa para emperrar. O Orçamento, votado na calada da noite, como sempre, já é do Partido dos Trabalhadores e o presidente Luis Inácio Lula da Silva vai precisar mais do que de marketing para manter os índices de aprovação. Agora é para valer.
2003 vai entrar na História do Brasil como o ano em que as esquerdas perderam as ilusões. Elegeram o nome que queriam eleger há muito tempo e em 365 dias decepcionaram aqueles que esperavam por mudanças. No balanço de atividades de fim de ano, o presidente Lula não tinha muito para apresentar. Afinal de contas, suas prioridades de governo ficaram bem distante das metas, sem contar que alguns programas sequer sairam do papel. Para começar, a geração de empregos. O presidente do Brasil prometeu criar dez milhões de empregos nos seus quatro anos de Governo. Passado um ano, o índice é lamentável. Não só os empregos não foram criados como cresceu a taxa de desemprego. Só em São Paulo, segundo o DIEESE, entre janeiro e dezembro de 2003, o desemprego cresceu em 20,1%. Foi a primeira vez que a taxa ultrapassou a barreira dos 20%. Tudo isso contando com o mes de dezembro em que, geralmente, o comércio contrata mais pessoal para atender o aumento de vendas de fim de ano. Lula conseguiu bater o recorde histórico de desemprego em São Paulo.
Dezessete dias depois de tomar posse, Lula convocou uma reunião ministerial para tratar da prostituição infantil. Chamou o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Eliminar essa vergonha era outra de suas prioridades. Um ano depois, ninguém no Governo sabe por onde anda o projeto que não saiu do papel e adormece no Ministério da Justiça. O primeiro emprego, foi outro dos programas frustrados do Governo. A meta, quando anunciado estripitosamente no Palácio do Planalto, era oferecer 137 mil postos de trabalho. Quando o ano fechou, o percentual deste programa não atingira 20% do previsto. Até 31 de dezembro, foram abertos apenas 22 mil postos.
A fraca atuação se repete em todas as áreas. Na Reforma Agrária, no combate à violência, enfim, a lista é extensa demais. E, as previsões para 2004 continuam sombrias porque o Orçamento reduziu ainda mais os recursos da área social. Só o Ministério de Desenvolvimento Agrário teve seus recursos diminuídos em 29,5%. Então, fica difícil se esperar melhoria de vida para os brasileiros.
Enquanto a política social apresentou os mais baixos índices dos últimos nove anos, os gastos sigilosos do Planalto (para os quais o Governo não é obrigado a prestar contas à sociedade) superaram a média dos últimos sete anos. E as despesas com os cartões de crédito – que também não se submetem à fiscalização- cresceram em mais de 50%. No último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, os privilegiados portadores desses cartões gastaram 2,4 milhões de reais. No primeiro ano do governo de Lula foram 3,6 milhões. E não há qualquer informação de como esse dinheiro foi gasto. O mais grave é que a Controladoria Geral da União não tem atribuições para fiscalizar esses gastos, disse seu chefe, o ministro Waldir Pires.
Lula foi também um presidente ausente. Ele passou um terço do ano de 2003, primeiro ano do mandato, quando o normal é arrumar a casa, viajando. Foram 133 dias nas asas dos aviões, deixando para o vice, José de Alencar, assinar medidas provisórias de extrema importância para o futuro a exemplo da MP que liberou a comercialização de soja transgênica
Esses são alguns dos sinais de que se nada aconteceu para melhorar a vida do povo brasileiro no primeiro ano do Governo, é preciso bem mais do que esperança para acreditar que nos mil e poucos dias que Lula tem para governar haja qualquer mudança. No máximo pequenas medidas cosmetológicas porque afinal de contas, 2004 é ano de eleições municipais, o ensaio geral para as eleições presidenciais de 2005.
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