“TREM DA ALEGRIA” AGORA É LEGAL
Mário Lima Filho
Cantado em verso e prosa em marchinha de carnaval do bloco de rua mais famoso da capital federal, “pacotão”, o “trem da alegria” virou lei e muitos ministros poderão contratar quem quiser, que a União pagará tudinho sem nenhum problema.
É isso mesmo. Um dos temas mais repreendidos pelo Partido dos Trabalhadores quando oposição volta ao cenário político com força total e é aprovado no Senado por 36 votos, tendo como opositores os parlamentares do PSDB, PFL e PDT.
A Medida Provisória 163/04 cria 2.793 cargos comissionados e reestrutura a Casa Civil, que criou a Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, antigo Ministério da Assistência Social.
Mesmo tendo sua aprovação no último dia 27 e aguardando a sanção presidencial, a MP já está em vigor desde 23 de janeiro. A oposição bem que tentou aprovar uma emenda de destaque ao texto para impedir que filiados do PT, que estejam ocupando cargos de confiança, contribuam com o partido, porque segundo a oposição, somente os petistas de carteirinhas serão contratados e terão que contribuir com um percentual a favor do partido.
A discussão sobre o assunto levou horas, e a tribuna do Plenário foi ocupada por senadores que fizeram pesadas críticas. Eles questionaram a livre contratação sem concursos e o gasto do governo com pessoal de assessoria em um momento de contenção de despesas.
Os oposicionistas, como o líder do PFL, José Agripino (RN) sustentaram que, “se o governo estivesse produzindo e investindo”, teria prazer em votar a medida provisória. Ele afirmou que os brasileiros “não conseguem entender” um governo “que contrata livremente quase 3 mil pessoas, com bons salários, quando o desemprego afeta milhões de pais de família”. É o trem da alegria do PT”, emendou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).
O líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), sustentou que a oposição estava exagerando e que 1.472 dos contratados terão de necessariamente pertencer aos quadros do funcionalismo federal. O senador acusou o governo passado de ter contratado cerca de 160 mil pessoas de forma terceirizada, o que vem sendo questionado pelo Tribunal de Contas da União. Disse também que, “quem aumentou a carga tributária do país de 26% do PIB para 36% foi o governo passado”.
Esse papo de governo passado é o contra-argumento do governo atual para retirar de si a culpa por qualquer coisa que venha a despertar a ira do povo e da oposição. Já é hora de Lula olhar para frente e repensar em tudo que ele mesmo prometeu em palanques pelo Brasil afora.
E para esquentar mais a maré de má sorte, pra não dizer de azar, da oposição, o atual governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, venceu o terceiro turno das eleições na capital federal. No dia 29 de abril, o governador e sua vice, Maria de Lourdes Abadia, foram absolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rejeitou a representação movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O resultado foi de cinco votos favoráveis ao governador e um contrário.
O ministro Carlos Veloso, relator do processo no TSE, entendeu que a denúncia feita pelo MPE de uso de recursos públicos na campanha eleitoral de 2002 baseou-se em provas insuficientes.
O PT que se cuide, porque a maré não está pra peixe.
Mário Lima Filho
Cantado em verso e prosa em marchinha de carnaval do bloco de rua mais famoso da capital federal, “pacotão”, o “trem da alegria” virou lei e muitos ministros poderão contratar quem quiser, que a União pagará tudinho sem nenhum problema.
É isso mesmo. Um dos temas mais repreendidos pelo Partido dos Trabalhadores quando oposição volta ao cenário político com força total e é aprovado no Senado por 36 votos, tendo como opositores os parlamentares do PSDB, PFL e PDT.
A Medida Provisória 163/04 cria 2.793 cargos comissionados e reestrutura a Casa Civil, que criou a Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, antigo Ministério da Assistência Social.
Mesmo tendo sua aprovação no último dia 27 e aguardando a sanção presidencial, a MP já está em vigor desde 23 de janeiro. A oposição bem que tentou aprovar uma emenda de destaque ao texto para impedir que filiados do PT, que estejam ocupando cargos de confiança, contribuam com o partido, porque segundo a oposição, somente os petistas de carteirinhas serão contratados e terão que contribuir com um percentual a favor do partido.
A discussão sobre o assunto levou horas, e a tribuna do Plenário foi ocupada por senadores que fizeram pesadas críticas. Eles questionaram a livre contratação sem concursos e o gasto do governo com pessoal de assessoria em um momento de contenção de despesas.
Os oposicionistas, como o líder do PFL, José Agripino (RN) sustentaram que, “se o governo estivesse produzindo e investindo”, teria prazer em votar a medida provisória. Ele afirmou que os brasileiros “não conseguem entender” um governo “que contrata livremente quase 3 mil pessoas, com bons salários, quando o desemprego afeta milhões de pais de família”. É o trem da alegria do PT”, emendou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).
O líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), sustentou que a oposição estava exagerando e que 1.472 dos contratados terão de necessariamente pertencer aos quadros do funcionalismo federal. O senador acusou o governo passado de ter contratado cerca de 160 mil pessoas de forma terceirizada, o que vem sendo questionado pelo Tribunal de Contas da União. Disse também que, “quem aumentou a carga tributária do país de 26% do PIB para 36% foi o governo passado”.
Esse papo de governo passado é o contra-argumento do governo atual para retirar de si a culpa por qualquer coisa que venha a despertar a ira do povo e da oposição. Já é hora de Lula olhar para frente e repensar em tudo que ele mesmo prometeu em palanques pelo Brasil afora.
E para esquentar mais a maré de má sorte, pra não dizer de azar, da oposição, o atual governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, venceu o terceiro turno das eleições na capital federal. No dia 29 de abril, o governador e sua vice, Maria de Lourdes Abadia, foram absolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rejeitou a representação movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O resultado foi de cinco votos favoráveis ao governador e um contrário.
O ministro Carlos Veloso, relator do processo no TSE, entendeu que a denúncia feita pelo MPE de uso de recursos públicos na campanha eleitoral de 2002 baseou-se em provas insuficientes.
O PT que se cuide, porque a maré não está pra peixe.
<< Home