UM ANO MUSICAL
Curioso país os Estados Unidos. Ao mesmo tempo em que brancos, negros e hispânicos cultivam um racismo latente a ponto de explodir em qualquer esquina, o Congresso aprova uma lei que determinou ser 2003 o ‘’ano do blues’’. O ano está acabando mas, quem gosta de música e cultua blues viveu bons momentos ao longo de 2003.
Sem perder tempo, o festejado e competente diretor de cinema Martin Scorcese embrenhou-se numa tarefa no mínimo histórica. Resgatou e dirigiu um projeto cinematográfico, convidando outros diretores a realizar filmes tendo o blues como tema. E, nesse projeto se engajaram Clint Eastwood (é, ele não é só o mocinho dos filmes de bang-bang. Também dirige e cumpre direitinho a tarefa de diretor), que dirigiu “Piano Blues”; Charles Burnett, com “Warming by the Devil´s fire; Mike Fliggins, dirigindo “Red, White, Blues”; Marc Levin, diretor de “Godfather and Sons”; Richard Pearce com “The road to Mephis” e Wim Wenders no inesquecível “The soul of a men”. Scorcese abriu a série exbida pela televisão americana dirigindo “Feel like going home”. São sete filmes que dentro de pouco tempo vão estar nas locadoras e merecem enriquecer o patrimônio doméstico.
Os filmes têm histórias variadas e vão desde as raízes do blues, na África, passando pelos algodoais do Mississipi, onde era cantado pelos trabalhadores, até a influência do blues na musicologia do mundo ocidental e nos diferentes rítmos que surgiram a partir dessa música de melodia tão simples.
Além dos filmes, Scorcese também dirigiu um projeto de gravação de músicas, muitas delas inéditas, apesar de centenárias. São 25 CD´s com cerca de 500 músicas no total e que trazem desde Bessie Smith, W.C. Handy, Robert Johnsohn, Stevie Ray Vaughn, Cassandra Wilson até B.B. King e Janis Joplin, uma das poucas brancas que cantou blues como deve ser cantado.
Para completar o pacote, Martin Scorcese lançou o livro “The Blues”, com 288 páginas, papel couché e belíssimas fotografias. Para quem não conhece o rítmo, o livro é didático. E, para os amantes do blues, é uma bíblia.
Alguém ainda duvida que Scorcese gosta de blues? E, quem não gosta?
Curioso país os Estados Unidos. Ao mesmo tempo em que brancos, negros e hispânicos cultivam um racismo latente a ponto de explodir em qualquer esquina, o Congresso aprova uma lei que determinou ser 2003 o ‘’ano do blues’’. O ano está acabando mas, quem gosta de música e cultua blues viveu bons momentos ao longo de 2003.
Sem perder tempo, o festejado e competente diretor de cinema Martin Scorcese embrenhou-se numa tarefa no mínimo histórica. Resgatou e dirigiu um projeto cinematográfico, convidando outros diretores a realizar filmes tendo o blues como tema. E, nesse projeto se engajaram Clint Eastwood (é, ele não é só o mocinho dos filmes de bang-bang. Também dirige e cumpre direitinho a tarefa de diretor), que dirigiu “Piano Blues”; Charles Burnett, com “Warming by the Devil´s fire; Mike Fliggins, dirigindo “Red, White, Blues”; Marc Levin, diretor de “Godfather and Sons”; Richard Pearce com “The road to Mephis” e Wim Wenders no inesquecível “The soul of a men”. Scorcese abriu a série exbida pela televisão americana dirigindo “Feel like going home”. São sete filmes que dentro de pouco tempo vão estar nas locadoras e merecem enriquecer o patrimônio doméstico.
Os filmes têm histórias variadas e vão desde as raízes do blues, na África, passando pelos algodoais do Mississipi, onde era cantado pelos trabalhadores, até a influência do blues na musicologia do mundo ocidental e nos diferentes rítmos que surgiram a partir dessa música de melodia tão simples.
Além dos filmes, Scorcese também dirigiu um projeto de gravação de músicas, muitas delas inéditas, apesar de centenárias. São 25 CD´s com cerca de 500 músicas no total e que trazem desde Bessie Smith, W.C. Handy, Robert Johnsohn, Stevie Ray Vaughn, Cassandra Wilson até B.B. King e Janis Joplin, uma das poucas brancas que cantou blues como deve ser cantado.
Para completar o pacote, Martin Scorcese lançou o livro “The Blues”, com 288 páginas, papel couché e belíssimas fotografias. Para quem não conhece o rítmo, o livro é didático. E, para os amantes do blues, é uma bíblia.
Alguém ainda duvida que Scorcese gosta de blues? E, quem não gosta?