ESFORÇO CONCENTRADO
Mário Lima Filho
Esforço concentrado só está sendo praticado nos últimos dias, por aqueles que se reúnem em frente ao Congresso e na Esplanada dos Ministérios para reivindicar direitos adquiridos, porque, quanto aos outros...
Em ano eleitoral, o Congresso Nacional amarga uma grande derrota - tanto na imprensa quanto na opinião pública - no que diz respeito a votação e aprovação de matérias de extrema importância para o andamento do País.
Antes do recesso legislativo do meio do ano, foi cogitado o prolongamento dos trabalhos até agosto, para evitar a não votação dessas matérias. Mas os parlamentares, por se sentirem cansados e terem que trabalhar em suas bases eleitorais, discordaram e prometeram que estariam presentes nos chamados esforços concentrados.
Dois desses esforços - e bota esforço nisso - já aconteceram e nada de promessas cumpridas. Alguns parlamentares culpam o Executivo, outros não tem a quem culpar e simplesmente discordam do que está em pauta para votação, quando isso deveria ser rejeitado em Plenário, com o próprio voto.
Para não dizer que tudo está parado, vez ou outra a Câmara promove seminários, amostras e reuniões em plenário de Comissão para demonstrar serviço.
No Senado, alguns parlamentares até que se animam em fazer alguma coisa, mas lá também os serviços não são bem recebidos.
O que mais esquentou os corredores da duas Casas nos últimos dias foi a Medida Provisória que dá status de Ministro de Estado ao Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A instalação de comissão mista já foi cogitada, mas teve reunião adiada por duas vezes.
O deputado José Roberto Arruda (PFL-DF) informou que ele é o relator provisório e o deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), presidente provisório. Arruda convidou, a pedido do deputado José Carlos Aleluia (PSDB-SP), líder do PFL, Meirelles e o Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a comparecerem à reunião de instalação da comissão.
O próprio deputado Arruda discorda da MP e questiona: "Importante o presidente do Banco Central ter foro privilegiado, mas daí a status de ministro ..." Por que de repente isso ficou tão urgente?
E não é só o deputado Arruda que questiona isso, muitos outros parlamentares também gostariam de ter uma resposta.
O impressionante é que o presidente do Banco Central tem sido acometido de graves denúncias quanto a sua sede eleitoral e declaração de Imposto de Renda, o que suscita duvidas em muitos que não estão convencidos das explicações vazias do "ministro".
Será que essa indicação tem alguma relação com as dúvidas de alguns parlamentares e dos simples mortais brasileiros?
Fica aqui a pergunta.
Ah... pra esquentar um pouco mais, os parlamentares estão querendo receber o reajuste de 15% concedidos ao servidor público. O segundo-secretário, Severino Cavalcanti (PP-PE) diz que é viável, porque está de acordo com a lei. E você o que acha?
Mário Lima Filho
Esforço concentrado só está sendo praticado nos últimos dias, por aqueles que se reúnem em frente ao Congresso e na Esplanada dos Ministérios para reivindicar direitos adquiridos, porque, quanto aos outros...
Em ano eleitoral, o Congresso Nacional amarga uma grande derrota - tanto na imprensa quanto na opinião pública - no que diz respeito a votação e aprovação de matérias de extrema importância para o andamento do País.
Antes do recesso legislativo do meio do ano, foi cogitado o prolongamento dos trabalhos até agosto, para evitar a não votação dessas matérias. Mas os parlamentares, por se sentirem cansados e terem que trabalhar em suas bases eleitorais, discordaram e prometeram que estariam presentes nos chamados esforços concentrados.
Dois desses esforços - e bota esforço nisso - já aconteceram e nada de promessas cumpridas. Alguns parlamentares culpam o Executivo, outros não tem a quem culpar e simplesmente discordam do que está em pauta para votação, quando isso deveria ser rejeitado em Plenário, com o próprio voto.
Para não dizer que tudo está parado, vez ou outra a Câmara promove seminários, amostras e reuniões em plenário de Comissão para demonstrar serviço.
No Senado, alguns parlamentares até que se animam em fazer alguma coisa, mas lá também os serviços não são bem recebidos.
O que mais esquentou os corredores da duas Casas nos últimos dias foi a Medida Provisória que dá status de Ministro de Estado ao Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A instalação de comissão mista já foi cogitada, mas teve reunião adiada por duas vezes.
O deputado José Roberto Arruda (PFL-DF) informou que ele é o relator provisório e o deputado Alberto Goldman (PSDB-SP), presidente provisório. Arruda convidou, a pedido do deputado José Carlos Aleluia (PSDB-SP), líder do PFL, Meirelles e o Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a comparecerem à reunião de instalação da comissão.
O próprio deputado Arruda discorda da MP e questiona: "Importante o presidente do Banco Central ter foro privilegiado, mas daí a status de ministro ..." Por que de repente isso ficou tão urgente?
E não é só o deputado Arruda que questiona isso, muitos outros parlamentares também gostariam de ter uma resposta.
O impressionante é que o presidente do Banco Central tem sido acometido de graves denúncias quanto a sua sede eleitoral e declaração de Imposto de Renda, o que suscita duvidas em muitos que não estão convencidos das explicações vazias do "ministro".
Será que essa indicação tem alguma relação com as dúvidas de alguns parlamentares e dos simples mortais brasileiros?
Fica aqui a pergunta.
Ah... pra esquentar um pouco mais, os parlamentares estão querendo receber o reajuste de 15% concedidos ao servidor público. O segundo-secretário, Severino Cavalcanti (PP-PE) diz que é viável, porque está de acordo com a lei. E você o que acha?